|
Obras do novo contorno ferroviário da região devem começar em abril em São Francisco do Sul, prevê o DNIT
Marco Aurélio Braga
O velho projeto da retirada dos trilhos de trem da área urbana na região pode estar saindo do papel. O superintendente do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (DNIT) no Estado, João José dos Santos, anunciou, em reunião na Associação Empresarial de Joinville (Acij), na segunda-feira, que as obras dos contornos ferroviários de São Francisco do Sul e de Joinville finalmente começarão a ser executadas. Os trabalhos terão largada no final de abril em São Francisco do Sul. Em Joinville, mesmo com problemas envolvendo estudos ambientais e impasse judicial, a previsão do DNIT é de que as obras comecem em julho.
O pagamento das indenizações de desapropriações de algumas áreas em São Francisco deve ser feito entre 31 de março e 15 de abril. O supervisor do órgão em Joinville, Antônio Gruner Bessa, diz que ainda não estão definidos os valores que serão pagos pelas desapropriações.
“Tem muita área irregular. Os donos não têm a documentação do imóvel e o pagamento deverá ser feito por audiência de conciliação na Justiça”, explica.
O projeto do novo traçado da ferrovia em São Francisco foi feito em parceria com a Prefeitura e vai ser executado pela empresa Iesa, pelo valor de R$ 19 milhões. O restante do valor (R$ 6 milhões) será investido na contratação de uma equipe para supervisionar a obra.
Os 8,4 quilômetros passarão à direita da BR-280, em paralelo à rodovia nas proximidades da área portuária. O contorno ferroviário é considerado fundamental para dar suporte ao crescimento do porto. A passagem de trens pela via urbana é responsável por congestionamentos no município, que também sofre com um grande fluxo de caminhões em direção ao terminal portuário. Ao todo, são 20 travessias da linha férrea que cortam as ruas urbanas de São Francisco do Sul.
Mas o contorno não será suficiente para resolver os problemas de trânsito, por causa do aumento da movimentação no porto. Para eliminar o conflito entre veículos e trens, o município reivindica a construção de outra intervenção rodoferroviária na região do terminal portuário. O projeto da obra ainda está sendo feito. A estimativa é de que sejam necessários mais R$ 7 milhões. A Prefeitura e a administração do porto discutem a possibilidade de investimentos privados, por parte das empresas que operam os terminais particulares no município.
|
|