|
A construção de novos terminais portuários não é prioridade no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Segundo o subsecretário de Planejamento e Desenvolvimento Portuário da Secretaria Especial de Portos da Presidência da República, Carlos La Selva, o principal desafio, no momento, é modernizar os portos existentes. A ampliação de portos localizados em centros urbanos é um dos maiores problemas, principalmente a retroárea, em função dos acessos rodoferroviários integrados à malha viária. Nesses casos, explica o subsecretário, a solução é o investimento em vias de acesso.
Alguns portos relativamente novos estão recebendo as cargas que não podem ir para portos mais antigos, como o de Suape (PE), que recebe grande parte da carga que iria para Recife. Ele destaca que a falta de espaço e a necessidade de ampliação dos terminais portuários provocam impasses com prefeituras e a população. No porto de Santos, por exemplo, há conflitos entre a prefeitura e a administração do porto para fazer a obra da perimetral, já que a área em torno do porto é patrimônio histórico e a prefeitura precisa tombar os prédios.
Além das diferenças entre as esferas de governo, La Selva destaca a dificuldade em conseguir as licenças ambientais como um entrave às obras.
|
|