Header image  
São Francisco do Sul - SC
 
w w w . e s t i v a - s f s . c o m . b r

 
 
 
 

 
Atualizado em 28/01/09  
Operação-padrão no Porto de Paranaguá mantén fila de caminhões

 

 
   
 
No horário de pico, as 15 horas, a fila chegou a 16 quilômetros. Segundo a Appa, o embarque de grãos está funcionando, porém, lentamente em razão do protesto dos portuários avulsos

03/04/2008 | 11:33 | Adriano Kotsan, com informações de Carlos Ohara atualizado em 03/04/2008 às 18:36

A operação-padrão realizada pelos trabalhadores portuários avulsos (TPAs) deixa a BR-277 novamente com fila de caminhões, esperando para descarregar no pátio de triagem do Porto de Paranaguá. De acordo com informações da Ecovia, concessionária que administra o trecho da estrada entre Curitiba e o Litoral, por volta das 17 horas desta quinta-feira (3) a fila estava no km 19 da estrada.

Os caminhões chegaram até o km 21 da estrada por volta das 15 horas. No momento de pico foram 16 quilômetros de fila de caminhões no acostamento, já que o pátio de triagem do porto fica no km 5 da BR-277. De acordo com a assessoria da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), o embarque de grãos está funcionando normalmente, embora seja feito de forma mais demorada em razão do protesto dos trabalhadores portuários avulsos. Normalmente são carregadas 5 mil toneladas diariamente no porto. Nos dias de operação-padrão o volume tem atingido mil toneladas.

Protesto não tem relação com Appa

O Governo do Paraná divulgou uma nota, na tarde desta quinta-feira (3), afirmando que o protesto dos Trabalhadores Portuários Avulsos, os TPAs, no Porto de Paranaguá, não tem nenhuma relação com a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa). A operação-padrão que está sendo realizada pelos TPAs, que são autônomos e sem vínculos empregatícios com a Appa, é decorrente do descontentamento das seis categorias sindicais com o Órgão Gestor de Mão-de-Obra, o Ogmo-PR. Na nota, ainda, o governo diz que espera que os trabalhadores autônomos e o Ogmo cheguem brevemente a um acordo.

Greves paralisam parte do transporte rodoviário de cargas no Paraná

A manifestação é contra a mudança da escala de trabalho adotada pelo Órgão Gestor de Mão-de-Obra (Ogmo), de 6 horas trabalhadas por 11 de folga que passou a ser de 6 horas por 18 de folga, o que determina a legislação trabalhista. Os trabalhadores ganham por produção e com a alteração acabaram tendo o salário reduzido. Em 2006, em acordo intermediado pelo Ministério Público, operadores e trabalhadores decidiram que a jornada de trabalho no porto seria desenvolvida durante o período de 6 horas, com intervalo mínimo de 11 horas, para que o trabalhador avulso voltasse a trabalhar.

A manifestação dos trabalhadores avulsos começou na noite de terça-feira (1º). Na quarta-feira (2), o embarque de soja no porto foi interrompido por cerca de cinco horas e meia. Seis ship loaders - painel de controle das torres de embarque para carregamento de granéis sólidos – foram desligados durante o protesto. Nove pessoas foram presas e os ship loaders começaram a ser religados às 18 horas.

Nesta quinta-feira (3), segundo a assessoria da Appa, todos os ship loaders estão funcionando. No entanto, o trabalho está bastante afetado em razão do protesto dos operadores portuários avulsos. Agora somente dois caminhões são descarregados por hora, normalmente seriam 70 no mesmo período. Somente no silo público, onde eram recebidos até 210 caminhões por hora, a média caiu para seis descarregamentos.

No desembarque de fertilizantes também há lentidão. Os trabalhadores avulsos estão retirando um grab (espécie de carregador instalado na ponta de um guindaste utilizado para descarregamento de cargas a granel) a cada 40 minutos de cada navio. O normal seria a retirada de um grab por minuto.

A fila de caminhões também é agravada, segundo a Appa, pela anulação das quatro ordens de serviço (45/2006, 68/2006, 54 e 55/2007) que exigiam nominação das cargas para os navios atracados no cais comercial. A decisão foi tomada pelo Conselho de Autoridade Portuária de Paranaguá (CAP), que é formado por operadores portuários, poder público e representantes de trabalhadores.

Sem essas ordens, os operadores portuários estão mandando caminhões para o pátio de triagem sem garantia de destino da carga. Isso também gera a fila de veículos. Na quarta-feira (2) a fila chegou a quase 20 quilômetros na rodovia.

O Ministério Público do Trabalho informou que nesta sexta-feira (4) deve ser realizada uma audiência pública em Paranaguá. O procurador regional Ricardo Bruel deve participar do encontro.

 

voltar